Uma das cisternas. Antes da construção da ponte que a liga ao continente o abastecimento de água à Ilha era feito a partir de diversas cisternas que, quando a água da chuva era insuficiente, eram também abastecidas com água vinda em barcos!... (quando tinha uns 12...13 anos, andava então na Mocidade Portuguesa, estive "acantonado" na fortaleza cerca de uma semana, o calor era muito e de noite, à socapa, vínhamos tomar umas banhocas numa destas cisternas... agora já se pode confessar, o "crime" já caducou).
Ainda no cimo das muralhas....
Mais ou menos do sítio da foto anterior uma vista para a capela de Nossa Senhora do Baluarte, restaurada em 1996, penso que com fundos da Comissão Nacional dos Descobrimentos e da Fundação Calouste Gulbenkian...
...de mais perto já se nota a necessidade de uma de mão de cal...
...a entrada...
O tecto e o altar...
A saída
Saindo para o alpendre (só no século XVII, como nas igrejas da India, o alpendre foi construído) o púlpito vandalizado!...
domingo, 27 de abril de 2008
A Fortaleza de S. Sebastião
Na ponta norte da Ilha ergue-se a Fortaleza de S. Sebastião. A sua construção decorreu na segunda metade do século XVI (há notícias de que em 1583, apesar de ainda não estar concluída, foi guarnecida com um destacamento comandado por Nuno Velho Pereira) e teve em vista proteger e dar apoio às naus que por aqui passavam indo ou voltando do Oriente - a chamada Carreira das Indias. É considerada, dentro da arquitectura militar portuguesa, como a construção mais representativa na África oriental. Tem uma planta de formato rectangular com quatro baluartes (Sta. Bárbara, São Gabriel, Nossa Senhora e São João) e as suas muralhas, à excepção da face sul, que está voltada para terra, estão voltadas para o mar. No seu interior, para além dos quartéis para as tropas, a fortaleza dispunha de hospital, capela, armazéns e cisternas (a cobertura das diversas instalações estava disposta de modo a recolher e encaminhar para estas a água da chuva).
Dentro do perímetro da fortaleza encontra-se, edificada em 1522, a Capela de Nossa Senhora do Baluarte, única construção no estilo manuelino existente em Moçambique. Os materiais com que foi construída vieram de Portugal e provavelmente destinavam-se à India. É considerada como a construção colonial mais antiga de toda a costa do Indico.
A caminho da entrada
...um pouco de cal e uma capinadela (capinar - termo moçambicano que significa arrancar ervas) não melhorariam o aspecto?
Subindo às muralhas uma vista das traseiras da igreja de S. Sebastião e do arco por onde passa a água das chuvas para uma das cisternas
Em primeiro plano os telhados preparados para a recolha da água das chuvas e, mais à frente, a Igreja
segunda-feira, 21 de abril de 2008
O Palácio dos Capitães-Generais
No Largo de S. Paulo situa-se o Palácio dos Capitães-Generais, também conhecido como Palácio de S. Paulo ou Palácio do Governador. Construído em 1610 para ser o Colégio dos Jesuítas, foi destruído por um incendio em 1670 e reconstruído em 1674. Com a expulsão dos jesuítas, o palácio foi em 1759 transformado na residência do Governador Geral (ou Capitão-General, daí o seu nome), funções que manteve até 1898 quando a capital da então colónia passou a ser Lourenço Marques (actual Maputo). Passou depois a ser residência do Governador do distrito de Moçambique, até 1935, altura em que a capital do distrito foi mudada para Nampula. Entrou depois em decadência, até que a partir de 1956 passou a receber o presidente de Portugal, seus ministros e outros visitantes ilustres.
Actualmente no palácio funcionam dois museus: no rés do chão é o Museu da Marinha e no 1º andar (antiga residência) o Museu-Palácio de S. Paulo (artes decorativas), neste se encontra exposta, entre outros "artigos" de interesse, uma das maiores colecções do mundo de mobiliário indo-português. Anexa ao palácio a pequena, mas rica, igreja de S. Paulo.
Este conjunto (palácio, museu, igreja) está bastante bem cuidado (é a excepção ao que refiro num outro post), ...mas já estava assim há quatro anos.
O Largo de S. Paulo, Vasco da Gama, o palácio e a igrejaIr para o Índice .
domingo, 20 de abril de 2008
Visita à Ilha de Moçambique em dia cinzento! (2ª parte)
...continuando pela Ilha...
A mesquita, entrada principal.
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