quinta-feira, 1 de maio de 2008

Mocuba

Mocuba é a segunda maior cidade da província da Zambézia (a primeira é a capital - Quelimane). Situada no interior da província, entre montanhas cuja altitude varia entre os 1000 e 1300 metros, Mocuba terá cerca de 125 mil habitantes.
Surpreendeu-me o movimento e a "vida" da cidade. Sendo um ponto de passagem para quem vai em direcção ao mar (porto de Quelimane), por aqui passa muito do chá produzido no Gurué e muito dos produtos agrícolas produzidos nesta fértil Zambézia. A linha férrea, que a ligava ao porto de Quelimane, está desactivada e, ao que parece, não será reactivada.
Li algures, já não sei onde (o seu autor que me desculpe), ser esta a cidade onde todos os caminhos se cruzam e toda a Zambézia se abraça.
A igreja......uma rotunda......uma escola...
...e o edifício do Governo Distrital.
As ruas e avenidas já tiveram, por certo, melhores dias. O asfalto quase não se vê, mas algumas delas estavam em processo de repavimentação
A Pensão Cruzeiro......e a Farmácia Licungo.Algumas casas/prédios de Mocuba, começando por uma casa com um tipo de arquitectura muito comum nos anos 60 por todo o Moçambique.
Termino com este "mural" publicitário a diversas bebidas alcoólicas.

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15 comentários:

Jorge Pinto disse...

Estive em Mocuba na guerra colonial na decada de 60,e,estive de visita em Novembro de 2005,e queria lá voltar antes de morrer Parabens que as fotografias estão fantásticas.Mocuba onde todos os caminhos se cruzam e toda a Zambézia se abraça.Um abraço para o pessoal da pensão Cruzeiro.

Cesário disse...

nasci em Quelimane em 1961 estive na zona do gurué e desde +- 1966 em Mocuba até 1973
Muito obrigado por estas fotos

Anónimo disse...

Olá,
Eu sou de Mocuba. Nasci lá em 1961 Sou neta do Luis e Esperança Gomes de Sousa, e filha da Armanda, a filha mais nova, responsável pela construção das Linhas férrias de Mocuba. Obrigada por estas fotos.
Um abraço,
Filomena Roque Pires

Anónimo disse...

As fotos sao lindas da me vontade de chorar de saudades da terra aonde eu nasci,cresci no Maputo e atualmente na Suecia (Gotemburg)feliz pascoa a todos vos.

Carlão disse...

Que saudades! Pena que não tenha nenhuma foto do Rio onde pescávamos muito bom peixe. Sou filho de Guilherme dos Santos que foi Chefe da Camionagem do CFM e Presidente da Câmara Municipal. Talvez para o ano que vem consiga ir matar saudades. Obrigado por me refrescar a alma...
Carlos Santos - Esmoriz - Portugal

Manuela disse...

Sou natural de Mocuba, a minha casa era a da rotunda. Eramos conhecidas pelas coelhinhas da rotunda,eu sou a do meio,a Manuela. Tenho muitas saudades de tudo...não voltei lá,prefiro manter na memória aquela Mocuba que me viu nascer.Um obrigado pelas imagens,sempre dá para mostrar aos meus filhos e marido um pouquinho da minha terra.Um abraço.

Anónimo disse...

Sou bisneto de Daniel Rodolfo Sotto Mayor Carvalho Braga e era militar penso que capitão
Foi pelo ano de 1933? mais ao menos.
Mandou construir o cemitério em Mocuba!!

Boaventura Valia disse...

A minha infância está totalmente atrelada a esta pequena cidade que se chama "Mocuba". A sua localização entre os rios Licungo e Lugela, do outro lado a plantação do sisal, a cidade cresceu em direcção a Quelimane e permitiu que não fosse devastada pela última guerra civil. Hooo sinto muita saudade do banho rio licungo, da pesca, do melhor carnaval da Zambézia, em fim, de tudo.

Boaventura Valia

Boaventura Valia disse...

A minha infância está totalmente atrelada a esta pequena cidade que se chama "Mocuba". A sua localização entre os rios Licungo e Lugela, do outro lado a plantação do sisal, a cidade cresceu em direcção a Quelimane e permitiu que não fosse devastada pela última guerra civil. Hooo sinto muita saudade do banho rio licungo, da pesca, do melhor carnaval da Zambézia, em fim, de tudo.

Boaventura Valia

Mocuba disse...

Obrigado pelo que me toca em relação a Pensão Cruzeiro,mas a realidade de Mocuba hoje é totalmente diferente de a 5 anos atrás. estradas na maioria asfaltadas, sistema de drenagem reabilitadas e outras melhorias. Mocuba do meu coração. JEAN D. REBELO.

Mocuba disse...

Obrigado pelo que me toca em relação a PENSÃO CRUZEIRO, mas Mocuba de hoje está totalmente diferente de a 5 anos atrás, maioria das avenidas e ruas asfaltadas, sistema de drenagem reabilitadas e outras melhorias. Mocuba do meu coração.

Luís Mota disse...

Olá a todos os Africanos de Mocuba e Portugueses que na década de 60 do século passado estiveram como militares em Mocuba. Eu e a minha companhia 166, estivemos nesta vila, desde Junho de 1961 até Janeiro de 1964, não havia guerra, e todos os Africanos eram por nós Militares bem tratados em termos de igualdade, fiz alguns amigos, gostei muito, povo simples, prestável e muito hospitaleiro, fiz muitas campanhas desenvolvendo acções de psico-social, dizendo que a tropa era amiga, oferecia-mos aos Africanos, comida, adornos, como missanga, espelhos, comprimidos para todos os males, passei aí bons momentos da minha vida, agora encontrei Mocuba na NET e fiquei muito feliz por reviver aquela vila de outrora em fotografias, agora cidade.
Um abraço para todos os africanos de Mocuba.

Custódio disse...

Estive em Mocuba a cumprir o serviço militar nos anos 73/74. Hoje fico vivamente emocionado com estas fotos que me fazem recuar quase quarenta anos no tempo.Como eu recordo o S. Cristóvão,a Palhota, o Refeva e toda aquela simpática Gente que toda se conhecia.As coelhinhas da rotunda não eram as meninas do Peugeot? descendentes de Massorra Resende. A todos os AMIGOS DE MOCUBA O MEU ABRAÇO.

Anónimo disse...

Mocuba - Onde todos os caminhos se cruzam e toda a Zambézia se abraça. Como diz que não se recorda do autor, esclareço que a frase é do Administrador (de então)Júlio Mègre Pires. Mandou fazer os azulejos que estão à entrada da cidade, para quem vem de Quelimane, e mandou colocá-los no pedestal onde ainda se encontram.

Manuel Gomes disse...

Estive em Mocuba, no serviço militar,de Setembro de 1969 a Junho de 1970. Era o Furriel Miliciano Gomes, da CCS do Bart 2847.Lembram-se do carocha amarelo? Mesmo sem carta de condução era nele que faziamos algumas maluquices. Mais tarde passou a ser dos alferes porque a falta de carta de condução levou-nos a vende-lo. Que saudades dessa terra encantadora.O Refeba a Pousada a Bola o café que ficava a meio da avenida , do lado direito a caminho do rio, de que não me lembro o nome e a Piscina, eram alguns dos sítios onde passávamos grande parte dos tempos livres; para não falar dos torneios de futebol de salão realizados no Ringue local.Já lá vão tantos anos... mas há coisas que não esquecem.Também me lembro da Fatinha da rotunda.Ela não se lembrará de mim, mas se não for o caso e venha a ler estas linhas, muitas felicidades para ela e família se a tiver. Ainda não desisti de aí voltar um dia. Quem sabe se não será brevemente.
Alguém conheceu o Armando -creio ser esse o nome, mas já não tenho a certeza- cozinheiro da messe de Sargentos.Se for vivo, e espero sinceramente que sim, alguém lhe dê um abraço que tenho a certeza será o de todos os Furriéis milicianos da CCS do Bart 2847.O Armando(?) era uma maravilha de pessoa.Para ele e família, o melhor do Mundo e para Mocuba e os mocubenses de todas as cores e crenças, um abraço e desejo das maiores venturas. Viva Mocuba e viva Moçambique.